O Grande Inicio

No Começo de tudo, existia apenas o Grande Dragão do Ébano cobrindo todo o
mundo. Este dragão era louvado por três Monges Irmãos.

Aros, o irmão mais velho, mais concentrado e mais poderoso.

Aeros, o irmão do Meio, veloz como o vento e o grande andarilho do mundo.

Tempest, o irmão mais novo. O mais inconseqüente de todos.

Um dia, o grande Dragão do Ébano deu a luz a seu primeiro filho, Solaris. Este
quando abriu seus olhos pela primeira vez, lançou contra a Terra uma poderosa
Luz, que queimou tudo que lá existia. Aros, ao ver tal poder, jogou-se na frente de
seus irmãos tentando os proteger, porém, a luz tinha tanto poder que Aros foi
transformado em pó.

Aeros, sendo o mais rápido dos três, correu sem parar tentando fugir dos Olhos de
Solaris, porém, este também dividiu o destino de seu irmão sendo desfeito pela
luz. Dele sobraram apenas os próprios movimentos.

Tempest, vendo seus irmãos mortos, desabou em lágrimas. E tão forte era sua
frustração que suas lágrimas logo começaram a devastar o que sobrou do mundo.
Quando o Dragão do Ébano viu a calamidade causada por seu próprio filho,
quando deu a luz a seu segundo, antes mesmo dela abrir seus olhos, ele a cegou.
Assim nascia Luna.

Solaris ao ver que sua própria irmã havia perdido sua visão ao nascer, avançou
contra o Dragão do Ébano, começando a partir seu corpo em vários pedaços.
Antes de morrer o Dragão deu a luz a seu último filho, Prometeus.

Luna, vendo que seu irmão Solaris estava fora de si, tentou interferir em vão.
Antes que ela pudesse agir, O Dragão já havia sido morto. Luna então jurou que
protegeria os pedaços de sua Mãe e tentaria de alguma forma trazer ela de volta a
vida, juntando todos os seus pedaços.

Quando Solaris voltou seus olhos para a Terra e viu a destruição que estava sendo
causada por Tempest, ele pediu a Luna que tivesse um filho com ele e, assim, que
o filho deles derrotasse Tempest, protegendo o mundo. Luna então aceitou o
pedido, mas ao invés de um filho, nasceram dois, Athos e Chaos.

Prometeus, que nutria uma gigantesca paixão por Luna, ao ver a mesma dando a
luz aos filhos de Solaris, amaldiçoou ambas as crianças, dizendo que elas jamais
fariam a vontade de seu pai, que suas forças seriam voltadas apenas a um
confronto entre eles e que seu ódio seria tão intenso, que tão logo chegassem a
Terra, ignorariam Tempest e entrariam em conflito entre si.
Solaris, Tomado de ódio por Prometeus, avançou contra o mesmo, sendo
impedido apenas por Luna, que dizia que Prometeus não deveria ser morto.
Solaris então baniu seu irmão para o Reino dos Mortos, para que lá ficasse longe
de seus olhos e de seus planos.

Então, Solaris e Luna deram a luz a um terceiro Filho, Ocean. E de Ocean, Solaris
esperava apenas um objetivo: a derrota de Tempest. Entretanto, o Filho dos
Deuses, não tinha poder suficiente para derrotar Tempest. Com isso, utilizando
todas as suas forças, Ocean duelou com Tempest. Para derrota-lo, banhou-se nas
lágrimas de seu oponente, absorvendo para si, parte das mágoas do mesmo.
Mesmo assim, tudo que pode fazer foi lacrar Tempest.
Uma Grande Luta se estendeu pelo mundo entre Tempest e Ocean. A devastação
causada pelo Olhar de Solaris agora parecia uma pequena fogueira perto do que a
fúria dos dois guerreiros estava causando…

Quando Ocean conseguiu sobrepujar Tempest, o mesmo o levou o mais longe que
conseguiu, pois seu corpo já estava muito debilitado para que conseguisse destruir
o Deus. Depois de utilizar suas últimas forças para prender Tempest, Ocean
segurou seu oponente e atirou-se nas profundezas do mar, onde ambos ficam
agora se encarando pelo resto da eternidade.
Com as mágoas de Tempest absorvidas, o próprio Ocean acaba criando um
desejo de não voltar para perto de Solaris e se joga no meio do Mar, longe dos
olhos de seu pai.

Depois da luta de ambos os guerreiros, a Terra agora estava completamente
desolada. Chaos e Athos acabaram por anunciar uma trégua entre eles, com o
objetivo de permitir que o mundo, agora seco e podre, com sangue espalhados por
todos os lados, tivesse enfim, um descanso. Vendo todas aquelas ocorrências,
Solaris se entristeceu de tal maneira que passou vários anos sem nem mesmo
direcionar o olhar de volta para nosso mundo. Foi quando, depois de muito tempo,
a Deusa Luna sentiu um cheiro, delicioso, adocicado e delicado vindo da Terra.

Imediatamente após sentir esse cheiro, Luna chamou por Solaris para descerem
ao plano, com a única condição que não olhasse diretamente para lá. Assim que
desceram, a presença divina de Solaris fez todo o Gelo que cobria o mundo
derreter, revelando a vida que brotava aos poucos. Flores e Árvores cresciam
pequenos animais nasciam tudo se revelava suavemente.

Em meio a toda essa beleza natural, Solaris avistou algumas manchas de sangue
espalhadas pelo plano, e delas criou três seres.

Ao primeiro, foi ordenado que seguisse para as Florestas que nasciam e cresciam,
e delas cuidasse. Que cuidasse dos animais e que vivesse em paz com os outros dois irmãos.

O Segundo foi enviado para as montanhas para que lá vivessem e escavassem.
Que fortalecesse o metal e trabalhasse nas rochas e que se tornasse forte como
ambos.

O Terceiro foi enviado para os Campos e Planícies, para que lá caçasse, plantasse
e pescasse. Que efetuasse treinos para se tornar maleável e adaptável a todas as
infindáveis formas de seus campos.

Por muito tempo, os três seres viveram em paz, porém também viveram muito
solitários em seus campos, florestas e montanhas. Solaris não via infelicidade no
coração de seus três “Novos Filhos”, mas Luna sentia isso. E isso doía muito para
a Deusa.

Luna então, dirigiu-se a Prometheus, que mais do que qualquer ser, entenderia a
solidão das três Criações, e a ele pediu que fosse feito algo. Prometheus disse que
realizaria o pedido de Luna, porém, desejava ter acesso a esse novo Mundo
sempre que lhe fosse conveniente. Luna concordou e Prometheus, pela primeira
vez, veio ao Mundo, conversar com os três Seres.

O Deus da Morte, explicou aos três, que sabia como eles se sentiam, e que
poderia dar um presente a cada um. Em troca, solicitou a eles a maior oferenda
que pudessem lhe dar.

O Humano, trouxe ao Deus o maior Javali que conseguiu caçar. Quando ofereceu
ao Deus, o mesmo lhe falou:

- Homem Ingênuo. Entrega a mim carne morta, retira toda a beleza deste animal
quando lhe remove a pele. Retira a alma do mesmo e me oferece como se fosse
algo digno! Dou-lhe agora o que prometi. A partir deste momento, você possui uma
alma. A partir desse momento, você poderá criar mais almas de ti. Porém, Homem
Ingênuo, Como me ofereceu um presente sem beleza e sem alma, saiba, Eu
sempre virei buscar de seus descendentes a Alma e a Beleza.

O Humano após tal pronunciamento, se retirou e em seguida foi a vez do Anão. O
ser que vinha das montanhas voltou trazendo a mais bela pepita de Ouro,
escavada após dias árduos de trabalho. Ao oferecer tal prêmio ao Deus, ouviu do
mesmo:

- Mestre Anão. Você me traz uma pedra lustrosa e brilhante, porém vazia. Uma
rocha eternamente bela, porém sem alma nenhuma. Meu presente para ti,
conforme prometido, será que a partir de agora, você também terá uma alma e
também poderá criar outras almas de ti. Entretanto, como me presenteou com algo
belo, porém sem alma, saiba que sempre virei buscar a alma de seus
descendentes.

O Elfo, Senhor das Florestas, chegou logo em seguida, e ao Deus, ofereceu o
botão de uma flor que começava a desabrochar e do Deus logo ouviu:

- Sábio Elfo. Ao me presentear com este botão de flor, você mostrou que é o mais
merecedor. Você me presenteou com a Beleza e com uma Alma. Você mais que
seus irmãos, sentiu o que era um verdadeiro presente para um Deus. Portanto a ti
dou o maior dos presentes. A partir de agora terá uma Alma e dela poderá criar
novas almas e também, a partir de agora, será eternamente belo e poderá viver
eternamente!

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A Batalha dos 5 Reinos WaldeliSerachiani